Filmes Gays e Séries Gays

The Bubble

The Bubble    

Legendado 117 Minutos ComédiaDramaRomance

7.4
IMDB: 7.4/10 4,544 Votos

, , ,

11 wins & 3 nominations.

Israel

9610

Reportar erro

O vendedor de discos Noam (Ohad Knoller), o gerente de um café Yelli (Alon Friedman) e a vendedora de cosméticos Lulu (Daniela Virtzer) dividem um apartamento em um bairro descolado de Tel Aviv. O local é o símbolo da “bolha”, apelido dado à cidade. O trio leva uma vida comum, sem se preocupar com os conflitos políticos que agitam o país, até Noam se apaixonar por Ashraf (Yousef “Joe” Sweid), um palestino que conheceu após um acidente no posto de controle de Naplouse. Critica   Tel Aviv é conhecida como A Bolha justamente por sua habilidade de reproduzir entre seus habitantes uma vida minimamente normal, mesmo estando situada bem no centro de um verdadeiro caos político-religioso-social. E bem no meio deste “universo paralelo” moram juntos, no mesmo apartamento, Noam (Ohad Knoller, de Delicada Relação), um vendedor de discos, Yelli (Alon Friedman), que ganha a vida como gerente de um café, e Lulu (Daniela Virtzer), vendedora de cosméticos. A história começa no último dia de serviço militar de Noam, quando ele encontra, pela primeira vez, Ashraf (Yousef “Joe” Sweid), um rapaz que tentava cruzar a fronteira. Já em casa, feliz por estar de volta ao lado dos amigos, é surpreendido quando bate a sua porta justamente Ashraf, que está à procura de um lugar para ficar. Os dois acabam conversando, se entendendo, e o que começou como um flerte se transforma num abrigo político, para só depois virar romance. O mais interessante em The Bubble é como, apesar da aparente previsibilidade da trama, somos impactados com cada nova situação do enredo. E também com a capacidade do diretor em combinar, de forma tão delicada, extremos até então inconcebíveis: guerra e amor gay, protesto e Bebel Gilberto (a cantora brasileira é constante na trilha sonora), respeito às tradições e raves com música eletrônica, a vida num grande e moderno centro urbano com costumes históricos. E o maior mérito aqui são os próprios personagens, todos dotados de vida, sentimentalmente profundos, verossímeis em suas intenções e iniciativas. Os diálogos soam naturais e envolventes, conduzindo o espectador ao lado dos acontecimentos, que deste modo adquirem nova importância diante nossos olhos. The Bubble é um filme que, mais do que assistido e reverenciado, merece ser sentido, da forma mais íntima que a expressão pode ter. E se o final incomoda, é justamente por ser absurdamente real. Não é um romance hollywoodiano de conto de fadas e cor de rosa – é, sim, o amor duro e contemporâneo, que surge mesmo nas condições mais improváveis, e que apesar de tudo luta para encontrar seus meios de expressão. Mesmo que estes não sejam os mais razoáveis, são, porém, os únicos naquele horizonte. E se merecem ser alterados, cabe a cada um a responsabilidade pelo mundo em que vivemos e pelo estado em que ele se encontra. Afinal, intolerância não é explicitada só em grandes atos ou decisões, mas principalmente dentro de nossas casas, no calor da cama e quando estamos mais entregues do que nunca. Justamente quando somos mais verdadeiros.

The Bubble
No links available
No downloads available

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

9 Comentários

  1. filmesgays disse:

    The Bubble de Eytan Fox (Nova-iorquino criado e radicado em israel), apresenta a vida de três jovens israelenses no descolado bairro de Shenkin em Tel aviv. Noam (Ohad Knoller) trabalha em uma loja de CD e serve o exército em um posto militar de fronteira, único lugar onde ainda se encontram palestinos e as conseqüências da guerra e da ocupação são nítidas … (há uma vistoria humilhante para impedir entrada de possíveis homens-bomba); Yali (Alon Friedman) é gerente de um café e Lulu (Daniela Virtzer) é vendedora e única hetero. Noam (israelense) se apaixona por Asraf (Yousef ´Joe´Sweid) personagem palestino que conheceu na fronteira, cunhado de um líder do Hamas… tenta viver em Tel Aviv mas não pode ser descoberto e quando volta para o casamento da irmã, tenta revelar sua homosexualidade.

    A BOLHA é o apelido pejorativo de Tel Aviv, lugar onde moram todos que não querem viver segundo os preceitos religiosos e preferem se excluir da realidade social e política do país. Os personagens tentam levar uma vida normal dentro dessa bolha como um mecanismo de sobrevivência que oscila entre a esperança da coexistência de dois Estados (israelense e palestino) ou um Estado que abrigue as diferentes culturas e religiões e o desespero do terrorismo e conflitos religiosos.

    Num país onde se convive com a guerra, o mais importante é estar vivo.

    Ivri Líder, cantor Israelense, compõem uma parte da trilha sonora (“The Man I Love”, Dong of a Sirene”).

    Premiado no Festival de Berlim 2007 e diretor homenageado pelo Festival de Cinema Judaico de São Paulo.

    Aos homofóbicos: ARRUMEM COISAS MAIS SÉRIAS PARA SE PREOCUPAR…

    Aqui Nesse Brasilzão de Meu Deus também vivemos em várias BOLHAS, alienados aos problemas sociais desse país tão grande e nas mãos de dirigentes corruptos sem transparência, ainda sem guerra, mas com a violência batendo todos os dias em nossas portas e influenciando nossas vidas.

  2. Heitor disse:

    Belo filme. Belas histórias de amor e um enfoque crítico a essa má fundada guerra que a tantos tempo assola o oriente médio.

  3. TACIANO disse:

    MUITO BOM ESSE FILME !!!!!!!!!!!!!!

  4. Serginho disse:

    Não é um simples love story…é muito mais profundo! Filme complexo, relacionado a uma realidade muito difícil.
    Eu gostei!

  5. Myke Freitas disse:

    Como explicar… ele é um romance triste só que muito lindo tbm!

  6. Douglas Marques disse:

    Olá, organização do site!

    Vocês poderiam verificar o reprodutor do filme?
    Ele não está funcionando.

  7. João Carlos disse:

    Excepcional! Um filme que te faz pensar fora da “caixinha” da nossa realidade gay.

    E o que dizer desse final? O que dizer?

  8. Luís disse:

    Sem palavras para descrever um filme tão trágico e, ao mesmo tempo, tão maravilhoso. Minha solidariedade ao povo judeu e palestino. Tomara que um dia vocês se aceitem e se entendam.

Você poderá gostar